10 Tendências para Varejo

 

O ano de 2017 já se mostra um desafiador para os comerciantes varejistas brasileiros. A principal questão é como se manter relevante aos consumidores em um momento marcado pela crise econômica, por queda na confiança do consumidor e pelo avanço do digital?

 

Como se superar uma vez que se trata de um segmento significativo para a economia brasileira? No Paraná, o chamado segundo setor, formado por comércio e serviços, representou 62,7% do PIB estadual no último trimestre de 2016, de acordo com dados da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio).

 

Para apoiar os empresários brasileiros, um time de especialistas extraiu os conceitos e tendências mais relevantes apresentadas neste ano na convenção da NRF Retail’s Big Show, em Nova York, considerado o maior evento do comércio varejista do mundo.

 

“Voltamos para o Brasil sensibilizados com o fato de que quanto mais a tecnologia se torna disponível, quanto mais ela transforma mercado, quanto mais ela muda a sociedade, Pessoas e Propósito passam a ser ainda mais relevantes”, destaca Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do Grupo Gôuveia de Souza (GS&), que liderou a missão.

 

As principais novidades e os reflexos delas serão debatidos em evento na próxima quinta-feira (30) em Curitiba na Universidade Positivo, com apoio de Heber Fernandes Consultoria em parceria com a Ser Mídia - Soluções em Comunicação. 

 

No encontro Retail Trends Pós-NRF, as palestras devem discutir com os empresários participantes 10 tendências descritas abaixo. No evento, esse cenário, que é global, será exposto em âmbito regional. As inscrições para o evento estão abertas pelo site http://gouveadesouza.com.br/posnrf/.  

 

Adianto aqui algumas tendências mundiais do varejo que serão discutidos no evento. Os dados são da assessoria do Grupo Gôuveia de Souza (GS&).

 

 

1. O Consumidor GOD – Global, Omni, Digital

 


Trata-se de um novo comportamento de consumo que, como o próprio acrônimo sugere, será cada vez mais endeusado e irá pressionar a sua equipe de vendas, exigindo que as empresas repensem seus modelos de negócios sob a perspectiva do “Customer-first”, ou o cliente em primeiro lugar.

 

Este consumidor está cada vez mais omni, exigindo que o seu negócio esteja preparado para atendê-lo em qualquer canal e a qualquer momento, bem como digital e imerso a novas tecnologias (do mobile à realidade virtual). Um novo comportamento de consumo que ultrapassa as barreiras da faixa etária e gênero. 

 

 

2. Propósito: qual a relevância da sua empresa?

 

Com a evolução e penetração cada vez mais significativa da internet na vida dos consumidores, facilitando suas decisões de compra, como ficam as escolhas por esse ou aquele varejista? Por qual razão o consumidor sairia de casa para enfrentar trânsito, mau tempo, deixar de se divertir com os amigos ou fazer seu passatempo preferido para, simplesmente, ir comprar algo numa loja?

 

A resposta parece que cada vez mais está em como esse se identifica com o seu negócio e como o seu negócio se relaciona com ele e com a comunidade ao qual pertence. Cada vez mais este novo consumidor busca negócios com Propósito e Valores que respondam às seguintes perguntas: porque esse negócio existe? Qual valor esse negócio traz para o mundo? Quem sentiria falta se esse negócio desaparecesse amanhã? 

 

 

3. Marcas com Alma

 

Nesse sentido, marcas deixam de apenas chancelar qualidade e procedência para assumirem novo papel. “Afinal de contas, num mundo onde as pessoas têm tantas marcas à disposição e igualmente boas, as pessoas estão justamente escolhendo aquelas que possam admirar, confiar e, nesse sentido, a conexão emocional é muito importante”, destaca Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, empresa especializada em soluções para shopping centers, do Grupo GS&. 

 

Para ele, a marca precisa desenvolver três características essenciais para estabelecer esta conexão emocional com os consumidores: ser Autêntica (preservando sua essência e consistência), ser Pessoal (muito mais do que personalizar produtos via tecnologia, mas conhecer profundamente o cliente e antecipar seus desejos) e ser Tribal (capaz de reunir as pessoas em uma espécie de tribo ou clube da marca). Esse é, aliás, um grande desafio e uma grande oportunidade para os Shopping Centers, observa Marinho, que afirma:

 

“Hoje em dia as pessoas não compram produtos e serviços, elas compram relacionamento, histórias e mágica”. 

 

 

 

4. PDX: a evolução da loja na jornada de consumo

 

A Gouvêa de Souza considera que todo o PDV deve ser transformado em PDX, que literalmente é o ponto onde tudo deve acontecer, um espaço que materializa o propósito das marcas. Tal movimento chama atenção para a relevância que as lojas físicas têm neste processo de mudança, impactadas pelos avanços digitais e tecnológicos que influenciam a atividade comercial. 

 

“Essa mudança envolve absolutamente tudo em relação à antiga concepção da loja, com relação à oferta de produtos e serviços, ao design, à ativação e promoção de vendas, ao atendimento, à atuação e ao papel das pessoas, aos instrumentos de monitoramento e controle incorporados e, talvez mais importante, ao empoderamento das equipes que atuam nesses espaços e, obrigatoriamente envolvendo sua completa integração com outros canais de vendas e relacionamento dentro da concepção Omni”, explica Gouvêa. 

 

 

5. Experiência 5.0

 

Pesquisas recentes apontam que a loja física recebeu, em 2016, quase metade do fluxo comparado com seis anos atrás (segundo informações coletadas pelo Wall Street Journal, RetailNext.com e Shoppertrax.com).

 

O consumidor está cada vez mais deixando de passar no ponto de venda. Ele precisa de motivos para se deslocar até a loja. 

 

“O grande motivo é colocar experiência, que a gente batiza como Experiência 5.0, com valores compartilhados, propósito, abordagem emocional, identidade e que desperte o sentimento de pertencimento no consumidor”, destaca Alexandre van Beeck, sócio-diretor da GS&Consult, empresa de consultoria com foco em varejo, relações de consumo, marketing e canais de distribuição do Grupo GS&.

 

Essa experiência começa muito antes do consumidor chegar à loja, ainda na fase de expectativas e com base nas lembranças que ele tem da sua última experiência de compras, que deve passar por uma boa interação no PDX para que ele registre uma nova história e recomece esse ciclo. 

 

 

6. Tecnologia e Inteligência 

 

Soluções e inovações que têm potencial para mudar as relações de consumo e como os varejistas irão interagir com seus clientes, como óculos de realidade virtual ou Realidade Aumentada sendo usados como ferramentas que permitem aumentar a experiência em loja e uma interação digital dos consumidores, sistemas que usam Inteligência Artificial para vender e atender os clientes, scanners e impressoras 3D que permitem a máxima personalização de produtos, dão pistas de como poderá ser a experiência de compras nos próximos anos.

 

Mas os rumores de que o Google está levando para dentro do ponto de venda ferramentas como o Google Analytics, “isso sim pode ser disruptivo para o varejo”, analisa Eduardo Yamashita, diretor de Inteligência de Mercado do Grupo GS& Gouvêa de Souza. Para o especialista, a mensagem que deve ficar aos varejistas é “Pense rápido, pense simples e sempre se reinvente”.

 

 

7. Nameless

 

O NRF Retail´s Big Show lança sempre um novo termo que vira a “bola da vez” no setor. Omnichannel foi um desses conceitos que, até hoje, permeia o varejo. Nesta edição, entretanto, o tema foi muito menos comentado, uma mostra de que deixou de ser uma buzzword para fazer parte da rotina do varejista. Na GS&COMM, empresa especializada em e-commerce e cross channel do Grupo GS&, os projetos omnicanais exigem uma mudança relacionada com a cultura interna da empresa. 

 

As empresas mais evoluídas neste quesito possuem uma relação muito forte com a cultura interna, ou seja, existe de fato uma integração entre pessoas, pensamento, ações, estratégia, processos. Pois cada vez mais nota-se que somente após essa integração deve-se buscar as ferramentas tecnológicas necessárias para implementar o projeto e ganhar escala. Por isso, além da inversão da pirâmide omni é importante também humanizar a tecnologia para, de fato, engajar os consumidores e colaboradores nesta nova jornada. 

 

 

8. Analytics em todo lugar... mas e o dinheiro no bolso?

 


Se os “dados são o novo petróleo”, será preciso democratizar o Analytics, ferramenta importante para qualquer empresa do varejo – de qualquer tamanho. Não basta apenas coletar de dados, mas sim, transformá-los em informação relevante e acionável. 

 

A exemplo do que fez a GameStop, que transformou os da dos coletados por meio do seu programa de fidelidade PowerUp Rewards, para conhecer seu consumidor em profundidade e, com isso, impulsionar ações de engajamento, diversificar sua oferta de produtos, expandir a base de clientes e transformar o negócio como um todo. “No Brasil ainda temos uma oportunidade gigantesca ao reunir os dados de todas essas bases de segmentações para uma oferta mais personalizada e segmentada”, avalia Vinicius Tsugi, sócio-diretor da wroi + lúcida, empresa especializada em Analytics e Marketing Digital do Grupo GS&. 

 

 

9. S.A.L.E.S. People 

 

“Acreditamos na fórmula 1 = 3. Uma pessoa excelente produz tanto quanto 3 pessoas boas", disse Kip Tindell, chairman da NRF e co-fundador da The Container Store, na abertura do NRF Retail´s Big Show. Neste processo transformador do varejo, apesar do grande avanço tecnológico, o que permeou várias discussões na convenção foi a importância da humanização no atendimento.

 

Isso obriga as empresas a fazer diferente, desde o recrutamento e seleção dos colaboradores, passando por treinamento e empoderamento, até remuneração e retenção de talentos. Pois o colaborador é agente dessa transformação no varejo, sendo responsável por muito mais do que apenas uma transação comercial. 

 

“Surge o papel S.A.L.E.S. People, conceito criado pelo Grupo GS& Gouvêa de Souza, que reflete o colaborador que realiza muito mais do que apenas uma transação comercial, mas que é um Specialist (especialista, perito, técnico), Advocate (advoga, defende, colabora), Loyal (leal, dedicado, engajado), Entertain (recebe, diverte, acolhe) e Social (socializa, tem senso de comunidade, integração)”, define Fernando Lucena, sócio-diretor da GS&Friedman, especializada em Gestão e Treinamento de Pessoas. 

 

 

10. Liderança Líquida 


 

A presença cada vez mais latente da tecnologia permeando o varejo – como o crescente uso de inteligência artificial, por exemplo, que deve eliminar 47% dos empregos americanos nos próximos anos devido a novos processos de automação e uso de dados, segundo dados da Oxford University.

 

Somado ao novo comportamento de consumo e ao surgimento de novos e importantes players no setor. Com tantas mudanças em curso, cresce também a importância de um novo papel de liderança. Foi o que destacou a palestra com Richard Branson, fundador do Virgin Group e um empreendedor nato.

 

Lyana Bittencourt, sócia da Bittencourt, empresa especializada em franquias e redes de negócios do Grupo GS&, sintetizou os ensinamentos de Branson: “Um líder deve ter visão de futuro, otimismo como característica, pioneirismo, ousadia, valorizar a importância de delegar, elogiar o máximo possível, encontrar o bem nas pessoas, estar sempre aberto a ouvir, ter entusiasmo com o que faz e focar na hospitalidade”. 

 

 

Retail Trends Pós-NRF

 NRF Big Show em Nova York: maior conferência de varejo do Planeta. (Foto: Divulgação).

 

Mas quem não foi à Nova York ainda terá mais uma oportunidade de ficar por dentro das tendências para o varejo em 2017. O Grupo GS& Gouvêa de Souza apresentará em dez cidades brasileiras o Retail Trends Pós NRF 2017. Em Curitiba, o evento está programado para esta quinta-feira (30) das 8h30 às 12h30 na Universidade Positivo com apoio da Ser Mídia Comunicação em parceria com Heber Fernandes Consultoria.

 

Além do fundador do Grupo GS&, Marcos Gouvêa de Souza, que apresentará os “10 insights da NRF”, estão confirmados também a sócia-diretora da Bittencourt Franchising, Lyana Bittencourt, com o tema “Liderança Líquida”, o sócio-diretor da GS&Consult, Alexandre van Beeck, que falará sobre “Experiência 5.0” e o sócio-diretor da GS&Friedman, Fernando Lucena, com o tema “S.A.L.E.S. People”. 

 

Programe-se!


Evento: Retail Trends Pós-NRF 2017
Data: 30 de Março de 2017
Horário: 8h30 às 12h30
Local: Universidade Positivo – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, Campo Cumprido, Auditório do Bloco Azul. 
Acesse: http://gouveadesouza.com.br/posnrf/

 

Contato com a imprensa:
Alessandra Lemos – sermidia.comunicacao@gmail.com – Telefone: (41) 99646-3626
Cínthia Ceribelli – imprensa@gsmd.com.br – Telefone: (11) 3405-6663

 

 

 

Imagens: Wix e Freepik
 

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